Sessão cultural evocativa de Álvaro Cunhal fez transbordar a Aula Magna
Uma bonita e merecida homenagem























Sessão cultural evocativa
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Apresentação da Sessão Cultural Evocativa [8]
Quarta, 13 de Março de 2013A sessão cultural evocativa da dimensão humana, militante, artística e intelectual de Álvaro Cunhal, realizada na tarde do dia 23, encheu a transbordar a Aula Magna da Universidade de Lisboa. Promovida por uma comissão da qual faziam parte mais de duas dezenas de personalidades do mundo da cultura, das artes, da ciência, do desporto e do trabalho, a sessão contou com momentos de música erudita, fado, jazz, canção de intervenção, dança e poesia, trazidos por dezenas de talentosos artistas: Rui Júnior os Tocá Rufar; a cantora lírica Ana Maria Pinto e a pianista Joana Resende; a cantora galega Uxia e o pianista Paulo Borges; a Companhia de Dança de Almada; a Magna Tuna Apocaliscspiana; Samuel; o pianista João Paulo Esteves da Silva; o fadista Camané e o pianista Mário Laginha; Sebastião Antunes com Miguel Quitério da Gaita de Foles; o fadista Helder Moutinho, com os músicos Ricardo Parreira, André Ramos e Yami; o cantautor açoriano Zeca Medeiros, que vinha acompanhado por Jorge Silva, Gil Alves, Rogério Cardoso Pires, Manuel Pires da Rocha e que ainda chamou ao palco a galega Uxia; Tim, vocalista e baixista dos Xutos & Pontapés, que se fez acompanhar de Mário Laginha e Vitorino; e o mesmo Vitorino, acompanhado desta feita pelo seu irmão Janita Salomé e dos Cantadores do Redondo.
No que respeita à poesia, Maria do Céu Guerra, Rita Lello, Luísa Ortigoso, José Wallenstein, Joana Manuel e Tavares Marques leram, de forma irrepreensível, poemas de José Carlos Ary dos Santos, Pablo Neruda, Manuel Gusmão, Sena, Dostoievski e José Luís Peixoto. A apresentação dos momentos fundamentais da vida e da obra de Álvaro Cunhal, feita por Cândido Mota, foi igualmente impecável.
Os primeiros momentos foram dedicados às intervenções, com Jerónimo de Sousa, Secretário-geral do PCP, a valorizar a «figura fascinante e de invulgar inteligência do nosso Portugal contemporâneo» que foi Álvaro Cunhal. Um homem que, acrescentou, «se afirmou como uma referência na luta pela liberdade, a democracia, a emancipação social e humana; o homem de coerência, de firmes convicções, inteireza de carácter; o político de acção e de diversificada e profunda produção teórica, o estadista, mas também o homem de cultura e o artista, e que a presente iniciativa quer tornar particularmente evidente e homenagear».
Antes, já o Reitor da Universidade de Lisboa, António Sampaio da Nóvoa, tinha manifestado a satisfação da instituição que dirige em homenagear um antigo aluno e membro do Senado em representação dos estudantes. Numa intervenção em que abundavam as referências às letras de canções da resistência antifascista, Sampaio da Nóvoa realçou que «é preciso recordar, é preciso ter memória, sobretudo nestes tempos de chumbo, de insensatez e de insensibilidade que estamos a viver. Tempos perigosos que anunciam o regresso a um País que Abril fechou. Tudo depende de nós, tudo depende da nossa vontade». A actriz Fernanda Lapa salientou, em nome da Comissão Promotora, as razões que levaram um tão grande número de personalidades a homenagear desta forma Álvaro Cunhal.
