Terra, Luta, Arte, Futuro
Alentejo evocou Álvaro Cunhal
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Músicos de grande qualidade, duas dezenas de grupos corais alentejanos, a apresentação de Cândido Mota e a presença de Jerónimo de Sousa foram alguns dos ingredientes que fizeram do espectáculo evocativo de Álvaro Cunhal, em Beja, um acontecimento inesquecível. Como pano de fundo estará a luta pela Reforma Agrária – a mais bela conquista da Revolução, como lhe chamou Álvaro Cunhal – e a cultura de um povo insubmisso, trabalhador, revolucionário, patente nas suas canções. Os povos que cantam não morrem, disse numa ocasião Michel Giacometti, e o povo alentejano é disso prova cabal.
As mais de um milhar de pessoas que marcaram presença nesta iniciativa, puderam também ver a exposição evocativa “Álvaro Cunhal e o Alentejo”. Uma exposição que mostra o percurso do revolucionário corajoso e íntegro que foi Álvaro Cunhal, comunista de toda a vida, na sua relação com esta terra alentejana e as suas gentes. Uma terra que sentia e amava como se fosse a sua e porque suas eram também as mais profundas aspirações de libertação e vida digna de um povo de coragem, trabalho e luta, resistente como o aço, que nunca cedeu perante a besta fascista!


