No 92º aniversário do PCP
A alegria de viver e de lutar
Artigos Relacionados
Duas centenas de jovens comunistas encheram por completo o salão da Casa do Alentejo, em Lisboa, para um encontro com o Secretário-geral do Partido no âmbito das comemorações do centenário do nascimento de Álvaro Cunhal e do 92.º aniversário do PCP. O lema não podia ser mais claro quanto aos objectivos da sessão: «Na tua mão o destino da tua vida. Toma Partido». Isso foi, aliás, o que fizeram nos últimos meses ou anos muitos dos que enchiam a sala: transformaram a sua revolta contra as injustiças em luta concreta, quotidiana e abnegada. Tomaram partido pela justiça, pela igualdade, pela liberdade.
Uma opção que, como valorizou Jerónimo de Sousa, não traz benefícios nem «pancadinhas nas costas», que requer coragem e entrega. Mas é a opção justa e necessária para quem queira verdadeiramente transformar a vida e o mundo.
Depois do visionamento de um filme sobre a vida de Álvaro Cunhal e da intervenção do Secretário-geral do PCP, vários jovens falaram da sua experiência, das razões que os levaram a assumir a decisão de se tornarem militantes comunistas, dos preconceitos próprios ou alheios que houve que vencer, da indignação que sentiam perante o que estava mal, dos horizontes que viram abrir-se após consumada a adesão.
Falaram de ideais, evidentemente, dos mais generosos e puros que a humanidade produziu. Mas sublinharam sobretudo a acção necessária para concretizar esses ideais, das pequenas lutas e vitórias que construirão vitórias maiores.
Quem teve o privilégio de estar na Casa do Alentejo - exactamente 92 anos depois do PCP ter sido constituído - saiu de lá muito mais confiante de que, com este colectivo partidário, com estes jovens, o PCP tem um grande futuro à sua frente. E que com ele o país encontrará os caminhos da justiça, da solidariedade, da emancipação.


